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Bright quer ser o primeiro blockbuster da Netflix

Um cobertor para ficar no sofá, uma caixa cheia de biscoitos e outras guloseimas. Isto foi o que a Netflix me induziu a fazer para acompanhar a estreia de seu novo trabalho: Bright. Com este filme, o gigante do streaming quer enviar uma mensagem muito clara: pra quê precisamos sair de casa e ir ao cinema quando podemos ver o mais recente blockbuster de Will Smith e do diretor David Ayer (Esquadrão Suicida) no conforto de nossa sala?

Bright está ambientado em uma Los Angeles contemporânea e alternativa que seria muito parecida com a atual, se não fosse pela existência de orcs, elfos, fadas e uma série de outras criaturas que precisam viver juntas (sem muita cordialidade) na cidade. A ação inicia no dia em que o policial Daryl Ward (Smith) retorna ao trabalho depois de ter sido atingido por uma bala. O ataque em questão foi causado pelo fato de que seu parceiro de patrulha é na verdade o orc Nick Jakobi (Joel Edgerton), o primeiro de seu tipo a servir no corpo de policiais.

Através de diálogos que às vezes são bastante expositivos, o filme revela uma mitologia onde abundam as referências a conflitos de guerra anteriores que justificariam a inimizade histórica entre orcs e humanos. Também expõe os elfos (o venezuelano Edgar Ramirez) como uma espécie de raça superior e privilegiada (com paralelos à classe alta americana, da mesma forma que as referências entre orcs e afro-americanos neste país são definidas) e aponta para a existência de um grupo de elfos – os Inferni – que gostariam de usar magia para fins mais do que duvidosos.

bright netflix

As coisas ficam complicadas quando Nick e Daryl acabam em uma casa cheia de cadáveres onde encontram uma varinha mágica e um elfo (Lucy Fry) tentando manter o cobiçado instrumento a salvo de ganância e uso indevido.

No longa, o diretor David Ayer demonstrou dominar a direção dos fenômenos de bilheteria das dimensões de Esquadrão Suicida, por exemplo. Com Bright, ele obtém um filme que realmente se desenrola em três fórmulas diferentes: a história de uma dupla de policiais que não se entendem necessariamente; a fábula mitológica em que nossos protagonistas acabam presos em uma boa bagunça para tentar sobreviver e evitar que a varinha mágica caia nas mãos erradas; e as críticas sobre as tensões raciais que os Estados Unidos estão experimentando atualmente.

O humor – servido em doses pequenas mas muito precisas – é o que faz Bright dar um ar de filmes policiais dos anos oitenta, como Lethal Weapon ou Duro de Matar. E olhe que Ward e Jakobi não se dão bem. O orc tem a capacidade de notar que seu parceiro precisa de muito mais amor conjugal do que ele recebe e expõe isso abertamente. Ele também tem o estranho hábito de fazer piadas mais absurdas nos piores momentos.

Smith demonstra mais uma vez seu cacoete de protagonista em filmes de ação, mas também como ator capaz de fazer piadas como poucos. “A vida das fadas não importa hoje”, ele diz no início do filme enquanto sua esposa lhe pede para se livrar da criatura em seu jardim. Um jogo de palavras e referência à vidas negras,que se tornou um dos slogans contra a brutalidade policial em relação aos afro-americanos nos Estados Unidos.

Bright é um título altamente recomendado se você é fã de Will Smith desde Independence Day ou MIB: Homens de Preto. Se você gosta de filmes de ação bem construídos e com uma mitologia generosa. Se você não se importa com a mistura de vários gêneros no mesmo título. E se você tem uma televisão grande o suficiente para ficar em casa e ver em toda sua espetacularidade o título que a Netflix pretende tornar um sucesso neste Natal. Embora, na verdade, você também pode vê-lo em seu smartphone, é claro. Sim, recomendamos o filme, mesmo que boa parte da crítica fale o contrário!

Bright já está disponível e além dele, você pode conferir outras novidades da Netflix aqui!

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